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Anedotas de viagem

Todo mundo tem histórias de viagem.
Sejam boas, sejam ruins, sejam engraçadas, sejam trágicas. Todos temos.
Fiquei aqui pensando em qual contar e escolhi uma que, na verdade, não aconteceu comigo, há alguns anos, mas quando eu estive em Madri só consegui pensar nessa história.
Eles estiveram em Madri em julho de 2005 e lá, no verão, faz um calor infernal, tipo Rio 40º mesmo. E em todos os lugares que eles passavam vendia-se “horchata de chufa”. Agora, o que diabos é uma horchata de chufa?! Não custa nada perguntar, né?

Meu pai: “Vale! ¿Que és una horchata de chufa?”
Garçom: “Bueno, és una horchata, hecha de chufa.”
Pai: “Sí, pero o que és la chufa?”
Garçon:”Eh… És de Valencia!”
Pai:”????… Gracias.”

Na minha opinião, essa é uma das melhores explicações que alguém poderia dar.
Óbvio que quando eu estive em Madri, também no verão, eu sempre dava de cara com a famosa horchata de chufa. Mas só experimentei em Sevilha…

Enfim, pra quem quer saber o que é afinal esse diabo de negócio, voilà:
“Bebida refrescante preparada com água, açúcar e chufas. As chufas são pequenos tubérculos comestíveis, e têm um sabor de nozes ligeiramente suave.” (Fonte: Wikipedia em espanhol)

Eu achei bem gostoso, mesmo não sabendo exatamente descrever que gosto tem… Nozes? Não sei… Um pouco de côco… Mas definitivamente não é manga com leite!

Minha horchata pela metade

Da solteirice

Eu acho que quando uma pessoa fica solteira muito tempo ela passa a ter uma visão particular dos diversos tipos de solteiros, enfim, da solteirice. Mas no geral não entendem nada sobre casais e não servem para dar conselhos em relacionamentos, apesar de sempre meterem o bedelho e serem procurados para “aconselhar” amigos.
E sim, eu acredito que existem diversos tipos, ou melhor, graus de solteirice. Mais uma teoria maluca. Os graus de solteirice que podem variar de 0 (nada solteiro) a 10 (muito solteiro).
No caso dos homens, por exemplo:
- Caso 1: você vai pra casa do cara, à noite, depois de ter bebido um pouco, e, tudo bem. Mas no dia seguinte, na claridade, sem alcool você percebe que a casa é cheia de coisas de mulher… Perfume Cacharel no banheiro, sutiã e calça feminina no varal, bilhetinho na porta da geladeira: “queridos fulana e fulano, tive que ir. Ligo mais tarde. Bjs, X.” E tudo na maior zona. Bom, esse cara não é realmente solteiro. Ou a mulher mora la e não estava naquela noite, ou ela saiu ha pouco tempo, mas não saiu realmente (ou ele espera que ela volte). Grau de solteirice: entre 0,5 e 1.
- Caso 2: o cara é super bacana, fofo, bom em muitas coisas, mas passou dos 30, não tem um emprego de verdade e mora… Num muquifo! Até esta aberto pra um relacionamento de verdade, mas se não mudar de vida meu querido, você vai ficar sozinho! E eu não estou falando que as mulheres são interesseiras, mas um pouco de segurança e conforto não faz mal nenhum. Grau de solteirice: 6
-Caso 3: o cara passou dos 40, ganha bem, mora num lugar legal e é bonito. Mas não tem assunto, age e fala como se tivesse 20 anos e tem uma filha de 20 anos com a qual não se importa. Pra completar, deixa um recado na sua caixa postal e não percebe que não desligou o celular direito e você ouve que ele falou exatamente a mesma coisa pra outra garota (e não tirei isso de nenhum filme, é caso veridico). Grau de solteirice: 8,5
-Caso 4: bonito, + ou – 30 anos, mora sozinho. Nenhum sinal de presença feminina. Casa (quase) sempre muito bagunçada, qualquer bebida que você quiser (cerveja? vodka? vinho? uisque? gin? champagne? tequila? Tem todas!), quase não fala sobre a propria vida (por que criar intimidade?) e tem um enorme estoque de camisinhas ao alcance das mãos, do lado da cama. Sim, esse é solteiro ha algum tempo e pretende continuar assim. Grau de solteirice: 10

Bom, acho que esses quatro exemplos ilustram um pouco minha teoria. Numa proxima ocasião faço a analise da solteirice feminina.

PS: desculpem a ausência de alguns acentos, mas não entendo teclados franceses.
PPS: Barney Stinson é meu idolo e “me da” ideias pra teorias malucas.

Terminal 2B

Havia uma espécie de “clique” incessante e o piscar da luz azul do botão que abria a porta de emergência.
Uma doida que ali vivia e falava com todos os funcionários que passavam.
Operários que trabalhavam a todo vapor para não perturbar durante o dia.
Alguns dormiam, uns andavam e outros estavam simplesmente ali, lendo, observando o movimento…
Carros passavam de vez em quando.
Seguranças faziam a ronda.
O ônibus trazia e levava pessoas.
Os corredores à meia luz eram um convite para repousar.
Um homem andava e procurava algo, os pés calçados em confortáveis chinelos de hotel.
Ouvia-se o som distante de algum avião que acabara de chegar. Ou partir.
A mulher chamava pelo “Tony” e ele não respondia. Talvez ele não ouvisse. Talvez somente ela o enxergasse.
A cadeira que rangia ou os passos de salto quebravam um silêncio momentâneo.
Ela ficou ali, observando as pessoas e pensando no significado daquela mensagem.
E assim a vida seguia seu rumo naquela fria madrugada…

(Escrito originalmente às 3h48 do dia 16/09/09)

Eu sei que não se deve generalizar, que cada pessoa é um indivíduo único, que estereótipos… zzzzzzzzzzzz

Enfim, são só algumas observações que eu tenho feito por aqui:

Franceses furam fila.
Ninguém mais lembra de manter uma distância respeitosa da pessoa que está na frente na fila. Nos tempos de colégio era um braço de distância, mas como é um pouco de exagero, serve meio braço. Afinal, nada mais desagradável do que alguém avançar meio centímetro junto com você. O tempo todo.
As pessoas não pedem licença com muita frequência (seja no metrô, supermercado, escada rolante, um corredor qualquer), o negócio é empurrar e se a pessoa olhar resmungar um “Pardon”.
Franceses não dão banho nos cachorros. O que não é de se espantar já que não são muito chegados em dar banho em si.
Francesas são elegantes em outras épocas do ano. Vestuário de verão não tem regras. Mesmo!
Franceses, geralmente, parecem gays. Quando dançam, quando se vestem, quando sentam nos cafés, quando andam…
Dentistas devem morrer de fome na França.
Adolescentes francesas são iguais a qualquer outra, passam o tempo todo observando (e tirando sarro) de outras meninas ou olhando meninos.
Franceses vão muito ao cinema. E riem das piadas mais estúpidas.
Franceses são magros.

Momento nostalgia

Esse é pro povo da PUC:

There are places I remember
All my life, though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.
All these places had their moments,
With lovers and friends I still can recall,
Some are dead and some are living,
In my life I’ve loved them all.
But of all these friends and lovers,
There is no one compared with you,
And these mem’ries lose their meaning
When I think of love as something new.
Though I know I’ll never lose affection
For people and things that went before,
I know I’ll often stop and think about them
In my life I love you more.

Como eu tenho ido muito ao cinema por aqui (e quando eu digo muito, é muito mesmo) resolvi escrever sobre os filmes que eu assisti. Alguns mais relevantes vão merecer mais frases do que os outros. E como nem todos os títulos por aqui são traduzidos, ou as traduções são bem diferentes do português vou deixar alguns no original mesmo:

Whatever works: Woody Allen clássico e de volta em NY. Muito bom, as usual.
Victoria (The Young Victoria): Muito bem feito. Percebi que não sei porra nenhuma sobre a história da rainha inglesa que reinou por mais tempo (até hoje). Historiadores, assistam!
Era do Gelo 3: Animação. Férias. Pipoca. E basta.
Harry Potter e o enigma do príncipe: Eu gosto, me divirto, é um ótimo programa de férias. E como não li os livros não posso comentar muito sobre a história, mas os efeitos…
Jusqu’a toi: Comédia romântica francesa. Sim o final é previsível, mas a história é um pouco diferente do padrão Hollywood de comédias românticas.
Somers Town: um filme inglês muito bizarro sobre a amizade de um garoto inglês que foge de casa e um polonês meio ingênuo meio solitário. Interessante.
Seda: baseado no livro de mesmo nome do Alessandro Baricco. A história é bacana, a fotografia do filme é linda e eu confesso que dei uma cochilada na metade do filme, mas gostei bastante assim mesmo. Até comprei o livro!
Up: Animação Pixar com tudo o que se espera de uma animação da Pixar, mas com alguns elementos que não inesperados para uma animação com selo Disney.
Brüno: uma das piores merdas que eu vi nos último tempos. Sério! E olha que eu vejo muito filme com piada grosseira e uma certa dose de escatologia (eu assisto Adam Sandler, Ben Stiller, Judd Apatow, etc…), mas nesse filme o Sacha Baron Cohen errou a mão. Eu me diverti muito com Borat, mas Brüno? Não consegui rir de verdade nenhuma vez, os franceses riram, mas o senso de humor deles é meio estranho, assim como americanos devem rir porque têm senso de humor bizarro, mas sinceramente, não recomendo essa porcaria pra ninguém! Prefiro recomendar “Noites de Tormenta” (quem assistiu vai entender) do que esse filme.
Inimigos públicos: Ótimo filme. Apesar do Christian Bale ser um histérico nos bastidores, daqueles que vivem dando piti, e do Johnny Depp ter um quê de fazer sempre a mesma expressão meio perdida meio amalucada (Edward Mãos de Tesoura, Ed Wood, Jack Sparrow, Willy Wonka, etc…) os dois são muito bons como atores. E um filme que tem os dois como protagonistas (ou seriam antagonistas?) não poderia ser ruim. Me deu vontade de pesquisar sobre essa época e esses caras…
The time that remains: é uma crônica meio autobiográfica de Elia Suleiman um cineasta israelense. O filme é todo centrado na família dele, mas especificamente no pai dele, nele criança e nele nos dias de hoje. É um retrato muito bem feito da história do conflito Palestina/Israel desde a criação do Estado de Israel e a “rendição” de Nazaré em 1948, até os dias de hoje e a construção do muro da vergonha. Se ele passar no Brasil eu recomendo muito. No site oficial tem o trailer e dois trechos do filme. A cena do professor perguntando pro Elia criança “quem foi que te disse que a América é imperialista, hein?”, é ótima.
Marching Band: é um documentário francês sobre os três últimos meses de campanha eleitoral no Estados Unidos, na última eleição. O documentário foi todo feito na Vírginia (porque era um dos estados mais importantes para a vitória de Obama) e mostra duas bandas de fanfarra universitárias: uma da University of Virginia que é uma das melhores universidades dos EUA; e a outra é da Virginia State University que é uma universidade historicamente afro-americana. A opinião dos alunos, dos técnicos, as reações aos debates, tudo muito bem retratado. A festa que a galera faz quando anunciam que o Obama ganhou é sensacional, mas me lembrou muito a reação do Brasil na primeira vitória do Lula, o que me preocupa bastante, especialmente depois dos últimos acontecimentos nas bandas de lá…
A namorada do meu melhor amigo: médio, dá pra achar graça em alguma coisa.
Hangover (ou o fantástico título em português “Se beber, não case”): é uma bobagem, de verdade, mas bobagens, às vezes, são necessárias. E esse filme me fez rir, é isso que me importa.
Número 9: animação com selo Tim Burton. A idéia geral do filme não importa muito, é meio que o filho do Edward Mãos de Tesoura com um boneco de pano qualquer. Não tenho muito o que falar. Mas é bacaninha.
Inglorious Basterds: Tarantino. Caçadores de nazistas. Mais um Hitler caricatura. Brad Pitt com seu melhor sotaque americano caipira (tambem conhecido como “o sotaque natural dele”). Mike Myers ruivo e com sardas. Bastante sangue e violência, mas violência tarantinesca. Pra mim, esse é o melhor filme do ano! Deveria ter ganhado a Palma de Ouro. Pelo menos o cara que ganhou o prêmio como melhor ator em Cannes de fato mereceu.

Pra quem se interessar, todos os títulos têm o link da páginal oficial.

Gostei. Farei isso mais vezes. E por favor, assistam Inglorious Basterds!

Obras de arte urbanas

Paris - julho 2009 009

Eu poderia dizer que essa é uma obra do Duchamp e ninguém duvidaria, afinal, Paris – como outras metrópoles – tem um monte de obras de artes espalhadas pela cidade, um jardim cheio de esculturas do Rodin, etc…

Mas não, isso é apenas e tão somente uma velha privada esquecida num canteiro qualquer, atrás de um prédio qualquer, perto de um museu qualquer… Aliás, bem perto de um museu, porém fora dele. Acho que essa privada deve se sentir o México “tão longe de Deus e tão perto dos EUA”…

As fontes históricas

Meu estimados colegas historiadores estão cansados de saber a importância das fontes para os tais fatos históricos. E sabemos também a quantidade de leituras interessantes que podem ser encontradas nas correspondências de outrora (não é mesmo?). Por isso eu resolvi dividir aqui uma que me chamou bastante atenção, tanto o conteúdo quanto a forma:

“Alguns dizem que o freio comprime de tal forma o prepúcio que ele não relaxa no momento da penetração causando tamanha dor que obriga Sua Majestade a moderar o ímpeto necessário para consumar o ato. Outros supõem que o prepúcio é aderente e não relaxa o suficiente para que possa expor a extremidade do pênis o que impede que ocorra a ereção completa.”

E antes que alguém me solte um: “mas isso não está nas fontes”, o texto faz parte do relatório secreto do embaixador da Espanha na França sobre o casamento não consumado de Luís XVI e Maria Antonieta…

Crises, sempre levando cultura inútil para todos!

Pra falar sério

Tem horas que eu queria de fato estar mais por dentro do que acontece no mundo. As inúmeras crises políticas no Brasil, a tal da gripe suína A, aquela menina francesa que tá presa no Irã sei-lá-porque, recessão, fome, etc…

Mas a verdade é que faz algum tempo que eu só quero saber uma coisa:

QUEM MATOU O MICHAEL JACKSON???

E mais importante: QUANDO???

E vai ser muito difícil acontecer alguma coisa esse ano que supere o Michael…

A menos que a rainha Elisabeth II morra…

Bom, eu pretendo deixar este post em aberto e me reservo no direito de preservar as identidades, mas as pessoas sabem quem elas são…

“Eu não bebo muito, eu quero queijo.” A.G.

“Eu não gosto de homem que perde tempo malhando a barriga.” D.C.

“Putaqueopariu Cris! A gente só se envolve com tranqueira!!” M.D.

“Ainda bem que eu faço história…” T.Y.

“Essa é a coisa mais gostosa que eu já vi na vida…” M.V. – “Imagina então quando você comer!” S.S.

“Moço, acho que eu vou querer mais Sean Penn…” G.L.

“Eu pegava o Paulo Betti… Afinal, ele é um Global, e já era Global antes de eu nascer!” Eu mesma…

“Os Greco não cantam.” C.G.

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