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Confesso que eu não assisti nada relacionado aos 10 anos dos ataques, não que eu não ligue pras pessoas que morreram, mas eu quis evitar todo aquele papo de: o que você fazia quando soube dos ataques? como o mundo e a vida de todos mudou depois disso; o maior ataque terrorista da história; a grande ameaça, etc. Aliás, ainda bem que não assisti nada nem vi nada, assim eu não sei como Globo e Veja trataram do assunto.

Bom, vamos ao assunto que eu queria discutir.

O que eu fazia na hora dos ataques? Eu estava em aula, e, apesar de estudar no Colégio Presbiteriano Mackenzie (na época também Escola Americana), nenhuma aula foi suspensa, deveres de casa foram passados e a vida seguiu seu rumo.

A vida do mundo inteiro mudou depois dos ataques. Sério? A vida de cada habitante desse planeta mudou por causa disso? Ok, várias mudanças no quesito segurança em viagens de avião ocorreram, mas qual é a quantidade da população mundial que faz viagens frequentes de avião? Mínima certo? Portanto, eu não diria que foi uma mudança que afetou TODA a população.
O mundo hoje é um lugar mais ou menos seguro por causa dos ataques. Não sei, com certeza mudou pros países islâmicos, e pros que apoiaram as invasões americanas ao Afeganistão e ao Iraque. Mas será que mudou pro pessoal que mora naquelas ilhas maravilhosas na Polinésia? Ou naqueles países da América Central ou da África que a gente nem lembra que existem? Aliás, se a gente nem lembra que existem, será que eles foram afetados, at all, pelos ataques?
Uma coisa talvez tenha mudado que é visão sobre as pessoas. Se você é branco, caucasiano, não pode ser terrorista, extremista talvez, e pode cometer atos de violência extrema, não terrorismo. Se você é negro ou afro-descendente, bom aí não mudou muito, né? O racismo continua dizendo que estes devem ser criminosos e suspeitos por excelência (e peloamordedeus, essa não é a minha opinião). Se você é árabe, com certeza é muçulmano e com certeza A-B-S-O-L-U-T-A, um terrorista em potencial. De novo, não é minha opinião, nem minha ignorância.

Maior ataque terrorista da história. Da história dos Estados Unidos? Só se for em solo americano, pois eles são responsáveis, diretos ou indiretos, por alguns atos bastante terroristas… Vejamos…
Também num 11 de setembro, mas em 1973, militares chilenos derrubaram o governo socialista legitimamente eleito de Salvador Allende. Isso culminou no suicídio do próprio, em um governo totalitário e sanguinário de um sujeito chamado Augusto Pinochet, que só terminou em 1990. Calcula-se que nesse período cerca de 50 mil pessoas morreram ou desapareceram. Ah, o golpe teve total apoio, de diversas maneiras, do governo norte-americano. Bom, o governo norte-americano também teve sua excelente colaboração e apoio nos golpes militares da Argentina, Brasil, Paraguai, Colômbia, Bolívia, El Salvador, Panamá, bom, basicamente toda a América Latina.

Segunda Guerra Mundial. Projeto Manhattan. Bomba Atômica. A que eles lançaram em Hiroshima, digamos, só pra ver o estrago que ela poderia causar, já foi desnecessária. A de Nagasaki foi, na minha modesta opinião, uma puta sacanagem. Sem contar os milhares de mortos quando a bomba explodiu (sim, muito mais que os cerca de 3 mil das Torres Gêmeas), vários morreram nos meses seguintes por causa da radiação e a população sofre os efeitos disso até hoje. Eu chamo isso de terrorismo.
O que o governo de Israel tem feito com a Palestina (sim, apoio e financiamento do Tio Sam) também tem um quê de terrorismo, né não?

Guerra do Vietnã. Sem comentários. Aliás, uma guerra que até hoje é conhecida em solo vietnamita como Guerra Americana, já que a população nunca entendeu muito o que diabos aquele monte de branco fazia com armas, napalm e sei lá mais o que, matando a torto e a direito.

Inquisição. Perseguição aos cristão. Holocausto. Escravidão. Precisa falar mais?

Inquisição, escravidão, Holocausto…

A grande ameaça. O que é a grande ameaça? O Bin Laden? O cara que eles treinaram, aí as coisas saíram do controle, eles finalmente o mataram, mas não largam o osso (ou seja o Iraque e o Afeganistão) nem a pau. Aliás, os bombardeamentos em escolas, hospitais, outros alvos não militares, as crianças, as mulheres, todos os civis e mesmo milhares e milhares de militares que morreram, e ainda morrem (eu mesma perdi um amigo há cerca de um mês no Afeganistão) justificam tudo isso? Eu sei que 3 mil mortes não é pouca coisa, mas não justifica todas as mortes subsequentes. Ou as torturas praticadas nas prisões militares americanas.
Se a grande ameaça é o Islã, peraí, além de colocar todos no mesmo saco, me faz pensar naquela máxima de que eu tenho medo do desconhecido. Pois, por mais que eles tentem, ou qualquer um que não seja árabe e/ou muçulmano, nunca vai entender o que se passa na cabeça deles. Fé. Não dá pra julgar, condenar, ou entender. Isso é pessoal. Cada um tem a sua. Que seja numa religião, numa personalidade, numa corrente política, num time de futebol, é um assunto extremamente delicado e particular.

Bom, acho que já falei de mais e, por isso, nem vou entrar no assunto das teorias da conspiração que envolvem os atentados de 11 de setembro de 2001.

Bom, só pra constar, 2001 foi o ano em que Silvio Santos foi sequestrado. Na boa, imagina se ele tivesse morrido?

Ao me deparar com a foto abaixo a primeira coisa que eu pensei foi: “quem é o imbecil que passa esse monte de gel no cabelo de um bebê??!!”

Vittorio, 1 ano, um tubo de gel no cabelo,

Resposta: Adriane Galisteu levando seu filho no Mc Dia Feliz, um evento beneficente e super bacana… #NOT

Mas aí eu me lembro que existem coisas piores…

Por exemplo, Britney Spears dirigindo com o filho de cinco meses no colo, pra que cadeirinha ou cinto de segurança? A justificativa? “Queria proteger meu filho dos paparazzi.” Colocando ele em risco! Ponto pra ela.

Sean Preston, aos cinco meses, no colo da super mamãe.

Bom, não se pode esperar muito do Tom Cruise ultimamente, mas uma coisa é certa, esse tipo de situação nunca aconteceu quando ele era casado com Nicole Kidman, que de fato protege seus filhos da mídia e situações constrangedoras (ver o Tom Cruise pulando no sofá da Oprah foi culpa do próprio). Já Katie Holmes, bff de e wannabe de Victoria Beckham deixa sua filha circulando por aí como se ela fosse uma boneca, um robozinho, um mini adulto e não a criança que ela é. Salto numa menina de 3 anos é foda, né?

Suri, aos 3 anos, salto 3.

Mais um texto cujo autor eu desconheço, mas é excelente e merece ser divulgado.

SEU PENDRIVE TEM BLUTUFE?”

Haroldo tirou o papel do bolso, conferiu a anotação e perguntou à balconista:
- Moça, vocês têm pen drive?
- Temos, sim.
- O que é pen drive? Pode me esclarecer? Meu filho me pediu para comprar um.
- Bom, pen drive é um aparelho em que o senhor salva tudo o que tem no computador.
- Ah, como um disquete…
- Não. No pen drive o senhor pode salvar textos, imagens e filmes. O disquete, que nem existe mais, só salva texto.
- Ah, tá bom. Vou querer.
- Quantos gigas?
- Hein?
- De quantos gigas o senhor quer o seu pen drive?
- O que é giga?
- É o tamanho do pen.
- Ah, tá. Eu queria um pequeno, que dê para levar no bolso sem fazer muito volume.
- Todos são pequenos, senhor. O tamanho, aí, é a quantidade de coisas que ele pode arquivar.
- Ah, tá. E quantos tamanhos têm?
- Dois, quatro, oito, dezesseis gigas…
- Hmmmm, meu filho não falou quantos gigas queria.
- Neste caso, o melhor é levar o maior.
- Sim, eu acho que sim. Quanto custa?
- Bem, o preço varia conforme o tamanho. A sua entrada é USB?
- Como?
- É que para acoplar o pen no computador, tem que ter uma entrada compatível.
- USB não é a potência do ar condicionado?
- Não, aquilo é BTU.
- Ah! É isso mesmo. Confundi as iniciais. Bom, sei lá se a minha entrada é USB.
- USB é assim ó: com dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do computador. O outro tipo é este, o P2, mais tradicional, o senhor só tem que enfiar o pino no buraco redondo.
- He he he!
- O seu computador é novo ou velho? Se for novo é USB, se for velho é P2.
- Acho que o meu tem uns dois anos. O anterior ainda era com disquete. Lembra do disquete? Quadradinho, preto, fácil de carregar, quase não tinha peso. O meu primeiro computador funcionava com aqueles disquetes do tipo bolacha, grandões e quadrados. Era bem mais simples, não acha?
- Os de hoje nem têm mais entrada para disquete. Ou é CD ou pen drive.
- Que coisa! Bem, não sei o que fazer. Acho melhor perguntar ao meu filho.
- Quem sabe o senhor liga pra ele?
- Bem que eu gostaria, mas meu celular é novo, tem tanta coisa nele que ainda não aprendi a discar.
- Deixa eu ver. Poxa, um Smarthphone! Este é bom mesmo! Tem Bluetooth, woofle, brufle, trifle, banda larga, teclado touchpad, câmera fotográfica, filmadora, radio AM/FM, TV, dá pra mandar e receber e-mail, torpedo direcional, micro-ondas e conexão wireless.
- Micro-ondas? Dá para cozinhar nele?
- Não senhor. Assim o senhor me faz rir. É que ele funciona no sub-padrão, por isso é muito mais rápido.
- E Bluetooth? Estou emocionado. Não entendo como os celulares anteriores não possuíam Bluetooth.
- O senhor sabe para que serve?
- É claro que não.
- É para um celular comunicar com outro, sem fio.
- Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os celulares já não se comunicam com os outros sem usar fio? Nunca precisei fio para ligar para outro celular.
Fio em celular, que eu saiba, é apenas para carregar a bateria…
- Não, já vi que o senhor não entende nada, mesmo. Com o Bluetooth o senhor passa os dados do seu celular para outro, sem usar fio. Lista de telefones, por exemplo.
- Ah, e antes precisava fio?
- Não, tinha que trocar o chip.
- Hein? Ah, sim, o chip. E hoje não precisa mais chip…
- Precisa, sim, mas o Bluetooth é bem melhor.
- Legal esse negócio do chip. O meu celular tem chip?
- Momentinho… Deixa eu ver… Sim, tem chip.
- E faço o quê, com o chip?
- Se o senhor quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe.
- Sei, sim, portabilidade, não é?, claro que sei. Não ia saber uma coisa dessas, tão simples? Imagino, então que para ligar tudo isso, no meu celular, depois de fazer um curso de dois meses, eu só preciso clicar nuns duzentos botões…
- Nããão! É tudo muito simples, o senhor logo apreende. Quer ligar para o seu filho? Anote aqui o número dele. Isso. Agora é só teclar, um momentinho, e apertar no botão verde… pronto, está chamando.

Haroldo segura o celular com a ponta dos dedos, temendo ser levado pelos ares, para um outro planeta:

- Oi filhão, é o papai. Sim. Me diz, filho, o seu pen drive é de quantos… Como é mesmo o nome? Ah, obrigado, quantos gigas? Quatro gigas está bom? Ótimo. E tem outra coisa, o que era mesmo? Nossa conexão é USB? É? Que loucura. Então tá, filho, papai está comprando o teu pen drive. De noite eu levo para casa.
- Que idade tem seu filho?
- Vai fazer dez em março.
- Que gracinha…
- É isso moça, vou levar um de quatro gigas, com conexão USB.
- Certo, senhor. Quer para presente?

Mais tarde, no escritório, examinou o pen drive, um minúsculo objeto, menor do que um isqueiro, capaz de gravar filmes? Onde iremos parar? Olha, com receio, para o celular sobre a mesa.

“Máquina infernal”, pensa.

Tudo o que ele quer é um telefone, para discar e receber chamadas. E tem, nas mãos, um equipamento sofisticado, tão complexo que ninguém que não seja especialista ou tenha a infelicidade de ter mais de quarenta, saberá compreender.

Em casa, ele entrega o pen drive ao filho e pede para ver como funciona. O garoto insere o aparelho e na tela abre-se uma janela. Em seguida, com o mouse, abre uma página da internet, em inglês. Seleciona umas palavras e um ‘heavy metal’ infernal invade o quarto e os ouvidos de Haroldo.

Um outro clique e, quando a música termina, o garoto diz:
- Pronto, pai, baixei a música. Agora eu levo o pen drive para qualquer lugar e onde tiver uma entrada USB eu posso ouvir a música. No meu celular, por exemplo.
- Teu celular tem entrada USB?
- É lógico. O teu também tem.
- É? Quer dizer que eu posso gravar músicas num pen drive e ouvir pelo celular?
- Se o senhor não quiser baixar direto da internet…

Naquela noite, antes de dormir, deu um beijo em Clarinha e disse:
- Sabe que eu tenho Bluetooth?
- Como é que é?
- Bluetooth. Não vai me dizer que não sabe o que é?
- Não enche, Haroldo, deixa eu dormir.
- Meu bem, lembra como era boa a vida, quando telefone era telefone, gravador era gravador, toca-discos tocava discos e a gente só tinha que apertar um botão, para as coisas funcionarem?
- Claro que lembro, Haroldo. Hoje é bem melhor, né? Várias coisas numa só, até Bluetooth você tem.
- E conexão USB também.
- Que ótimo, Haroldo, meus parabéns.
- Clarinha, com tanta tecnologia a gente envelhece cada vez mais rápido. Fico doente de pensar em quanta coisa existe, por aí, que nunca vou usar.
- Ué? Por quê?
- Porque eu recém tinha aprendido a usar computador e celular e tudo o que sei já está superado.
- Por falar nisso temos que trocar nossa televisão.
- Ué? A nossa estragou?
- Não. Mas a nossa não tem HD, tecla SAP, slowmotion e reset.
- Tudo isso?
- Tudo. Boa noite, Haroldo, vai dormir.

A Despedida do Trema

Meses e meses sem escrever neste espaço, e ainda não sei o que escrever… Não que eu não tenha o que falar, até tenho (quem me conhece sabe que eu sempre tenho o que falar), mas enquanto a inspiração não bate, resolvi divulgar, ou passar adiante alguns textos de autores desconhecidos que eu acho geniais.

Pra começar:

A DESPEDIDA DO TREMA

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!…
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio… A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?… A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W, “Kkk” pra cá, “www” pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou “tremendo” de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!…
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.

Adeus,
Trema.

Acho válida toda manifestação de apoio ao Cine Belas Artes, seja protesto, seja LOTANDO o possível último Noitão, seja através de um pedido de tombamento do prédio, com cárater de urgência.

É besta falar o que tantos falam, mas a verdade é que ele faz parte da história de São Paulo e de muitos paulistanos, cinéfilos ou não. Ele é mais velho que eu e já passou por muita coisa. Lembro-me, por exemplo, quando existia um McDonald’s bem em frente, fui lá várias vezes depois de assistir algum filme. E atravessava a rua pela passagem subterrânea, a única que eu conhecia, e que que era suja, tinha um cheiro muito ruim, e estava quase sempre vazia. Coisa que, mais velha, lembrava um pouco a passagem de Irreversível, mas nem de longe tão assustadora. A passagem foi renovada, tem sebo, exposições, música, pessoas. O corredor de ônibus tem participação nisso? Lógico que tem, mas os pôsteres de filmes em cartaz, ou já exibidos no Belas Artes, tem mais.

Eu fiquei super feliz quando inauguraram a estação de metrô Vila Madalena, em 15 minutos eu estava no Belas Artes! Tempos de escola, tinha tardes (quase) livres. Lição de casa fica sempre pra depois, né? Chegava em casa, almoçava, e, lá estava eu, na primeira sessão do dia, às 14h. Eu e vários velhinhos, achava isso ótimo. Não cabe aqui contar todas as minhas lembranças, são muitas, mas me entristece saber que outras pessoas não terão, ou que eu não terei outras, mais novas.

O que eu acho bacana mesmo é ver o povo se unindo, não esperando o Estado agir. Afinal, não se deve esperar que o Estado defina o que é CULTURA, e nem devemos lutar apenas por uma instituição. Um ingresso de museu em São Paulo não é caro (por 6 reais você tem acesso à Pinacoteca do Estado e à Estação Pinacoteca, o que inclui conhcer como era e como funcionava o temido DEOPS), só que sua visita não tem sido incentivada. E os artistas de rua, que não tem espaço, e são escurraçados como se fosse bandidos? Eles estão espalhados pelo mundo, cantando, tocando, fazendo as vezes de estátua humana. Mas aqui não pode. A polícia e a política não querem.

Quer saber? Vamos ao cinema, e ponto basta. Ao que parece Flávio Maluf, o próprio otário proprietário do prédio, “considera cinema uma atividade ultrapassada”. Ainda bem que seu pai não achava. E outros também não.

Ron & Amy

Ron Wood, aquele do narigão que toca guitarra nos Rolling Stones, encontrou-se com Amy Winehouse no Rio.

Aí eu vi essa foto no Ego (sim, eu me mantenho informada nesse site. =P) e fiquei pensando: o que será que Ron disse para Amy?

a) Amy, ouça um conselho de alguém que é beeeeeeem mais velho: pare com as drogas antes que elas acabem com você.
b) Esse papo de ficar limpo, ficar sóbrio é mó caretice. Eu usei pra c****** e tô aqui, vivo.
c) Crack eu nunca usei, só heroína, cocaína, uma maconha pra relaxar, álcool, umas pílulas, e uns trecos aí que me deram, mas não sei qual é a do crack.
d) Deixa eu tocar na sua banda? Não aguento mais o Mick Jagger e aquela dança ridícula que ele faz há 40 anos!!!

Ano novo de novo

Eu fiquei muito, mas muito tempo sem escrever aqui.
Um pouco por preguiça, um pouco por falta de inspiração, um pouco por falta de vontade mesmo…
Aí bateu aquele desejo de falar alguma coisa, fazer um balanço do ano que passou, as promessas pro ano que começa, etc.
2010 foi um ano ruim? Não. Foi um ano ótimo? Não. Foi um ano bom, normal, com momentos ótimos e momentos ruins, coisas que acontecem. Tive momentos de muita alegria, outros em que eu quis desistir de tudo, mas estou aqui, com cicatrizes de feridas que já se foram e pronta pra tantas outras alegrias.

E pra que pensar no que foi ruim se eu posso fazer uma pequena lista de alguns momentos muito bons?

- “nadei” no Rio Sena. É tudo o que vou falar sobre esse assunto.
- assisti jogos da Copa em ótima companhia e em locais improváveis.
- me diverti muito com as copines em Paris (le troisième ami sera toujours dans nos coeurs!)
- tive 15 dias de terapia festiva intensiva regada a Krone, drinks flamejantes e vídeos bizarros com a Ju (aka LiLo)
- conheci muita gente bacana de um monte de países diferentes
- descobri que realmente sou uma poliglota etílica
- descobri que tenho mais fé do que imaginava, e também é tudo o que vou falar sobre isso.
- e isso é só uma “amostrinha”

Promessas? Nada do velho papo de emagrecer, beber menos, me alimentar melhor, fazer mais exercícios, etc. E sim ter mais paciência, sorrir mais, ajudar, curtir os amigos, ficar com a família, aprender, descobrir, conhecer, aceitar, abraçar uma atitude mais positiva, acreditar. E amar, sempre.

O luxo de cada um

Na primeira semana do meu curso de marketing fizemos um exercício no qual cada aluno deveria levar um objeto que representasse o luxo para si. E é muito interessante ver a resposta de cada um, afinal, quando não se trata de valor comercial, o luxo é muito subjetivo.
Uma fotografia de amigos representa um tipo de luxo, o de ter amizades verdadeiras e duradouras.
Um caderno de anotações ou um diário representam a memória, e boas lembranças nos tempos atuais valem muito.
Uma bolsa de quando sua avó era jovem, depois foi da sua mãe e agora é sua…
Um relógio para representar o tempo. O tempo é um luxo e por isso gostaríamos que o dia durasse mais, principalmente naqueles que parecem perfeitos. Ou quandom precisamos terminar alguma coisa.
Uma bijouteria que não tem valor nenhum, mas foi um presente de uma viagem do seu pai, ou um anel que sua mãe comprou com o primeiro salário dela e agora não sai do seu dedo.
Um xale feito pela avó.
As lembranças da melhor viagem da sua vida.
Um isqueiro Zippo que não funciona há muito tempo, mas pertenceu a um avô que já se foi.
Uma roupa que não servia porque você precisava ganhar/perder peso e agora fica perfeita.
Um teste de gravidez positivo.
Um teste de gravidez negativo.
Uma noite bem dormida. (Pergunte pra qualquer insone se o sono não é um luxo.)
Enfim, são tantas respostas, e depois de ver tanto deslumbramento, vaidade, inveja, etc, eu acho que luxo mesmo é poder trabalhar de Havaianas olhando para o mar.

Mas acho que eu ainda não estou pronta para desistir de tudo e vender queijo coalho na praia…

Sudoku e o número 8

Eu sou viciada em sudoku.
Totalmente.
E isso já faz uns quatro anos mais ou menos.
Eu nem sei porque, afinal, sempre fui uma pessoa de humanas, nunca gostei de exatas, e meu pensamento lógico não é lá essas coisas. Meu lado racional é completamente doido. Pode perguntar pra qualquer um que me conheça bem.
Mas eu não consigo deixar um sudoku passar em branco. Faço todos, do mais fácil ao mais difícil. E nunca desisto, preciso ir até o fim. Sem falsa modéstia, eu sou boa pra cacete nisso!
O interessante é que essa obsessão pelo jogo me fez perceber o quanto eu sou fascinada pelo número 8. Mais ainda em desenhar o número 8.
Afinal, que outro número você pode virar de cabeça pra baixo e continua sendo o mesmo? E que na horizontal vira o símbolo do infinito?
Podem até falar que existem números mais “cabalísticos” como o 3 ou o 7, mas pra mim, o 8 é um número perfeito.

Não é por acaso que eu nasci num dia 8. De 8bro (outubro em sua origem, pelo calendário romano, era o oitavo e não décimo mês do ano, daí o nome).

Vamos falar a verdade, desde criança nós assistimos filmes e programas de televisão (novelas, seriados, etc.) e imitamos algumas coisas, aprendemos outras, às vezes aprendemos alguns truques ou nos inspiramos em personagens ou situações.
E é lógico que mesmo sendo adultos, maduros, bem resolvidos, inteligentes, ainda acreditamos no que vemos na telona (e na telinha), e, infelizmente, principalmente nos assuntos sentimentais.
Alguns exemplos:

- Levantar disfarçadamente e escovar os dentes, ou chupar uma bala para “acordar com hálito fresco”. –> Na boa, todo mundo acorda com bafo (alguns piores, mas ok) e isso não é segredo nenhum. Se você gosta de fato daquela pessoas do seu lado na cama, não é o hálito matinal que vai impedir um beijo de bom dia. Eu acho que: bafo + bafo = alguém se importa?

- O que funciona mesmo é um grande amor, uma paixão ardente, um amor daqueles que vence tudo, que enfrenta todos, etc. –> Isso existe? Para e pensa: quantos casais você conhece que têm/vivem isso? E que estejam juntos (nesse amor todo) há 5, 10, 30, 50 anos. E eu não estou falando de amizade, companheirismo, adoração ou, e não vou me contradizer, amor. Eu falo naqueles amores absurdos gênero Jack & Rose em Titanic, Demi Moore & Patrick Swayze em Ghost, ou qualquer outro casal desse tipo. O que eles têm em comum (além de serem fictícios)? Não existe felizes para sempre! Nem felizes por 30 ou 50 anos. Simplesmente porque isso não existe.

- “A gente se separou, mas ainda assim meu/minha ex é meu/minha melhor amigo(a).” –> Essa me faz rir. De verdade! E não é porque eu não sou amiga do meu ex, é que eu não conheço ninguém que seja. Manter contato é uma coisa, contar tudo, serem melhores amigos, não sei de ninguém que tenha essa relação com um ex. E sem alguém souber, por favor, me fale.

Bom, são só alguns exemplos, existem muitos outros por aí…
E talvez eu tenha falado tudo isso porque hoje é Dia dos Namorados, ou dia de São Valentim aqui no hemisfério Norte.
Ou porque meus pais completaram 30 anos de casado esse mês.

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