Como eu tenho ido muito ao cinema por aqui (e quando eu digo muito, é muito mesmo) resolvi escrever sobre os filmes que eu assisti. Alguns mais relevantes vão merecer mais frases do que os outros. E como nem todos os títulos por aqui são traduzidos, ou as traduções são bem diferentes do português vou deixar alguns no original mesmo:
“Whatever works“: Woody Allen clássico e de volta em NY. Muito bom, as usual.
“Victoria (The Young Victoria)“: Muito bem feito. Percebi que não sei porra nenhuma sobre a história da rainha inglesa que reinou por mais tempo (até hoje). Historiadores, assistam!
“Era do Gelo 3“: Animação. Férias. Pipoca. E basta.
“Harry Potter e o enigma do príncipe“: Eu gosto, me divirto, é um ótimo programa de férias. E como não li os livros não posso comentar muito sobre a história, mas os efeitos…
“Jusqu’a toi“: Comédia romântica francesa. Sim o final é previsível, mas a história é um pouco diferente do padrão Hollywood de comédias românticas.
“Somers Town“: um filme inglês muito bizarro sobre a amizade de um garoto inglês que foge de casa e um polonês meio ingênuo meio solitário. Interessante.
“Seda“: baseado no livro de mesmo nome do Alessandro Baricco. A história é bacana, a fotografia do filme é linda e eu confesso que dei uma cochilada na metade do filme, mas gostei bastante assim mesmo. Até comprei o livro!
“Up“: Animação Pixar com tudo o que se espera de uma animação da Pixar, mas com alguns elementos que não inesperados para uma animação com selo Disney.
“Brüno“: uma das piores merdas que eu vi nos último tempos. Sério! E olha que eu vejo muito filme com piada grosseira e uma certa dose de escatologia (eu assisto Adam Sandler, Ben Stiller, Judd Apatow, etc…), mas nesse filme o Sacha Baron Cohen errou a mão. Eu me diverti muito com Borat, mas Brüno? Não consegui rir de verdade nenhuma vez, os franceses riram, mas o senso de humor deles é meio estranho, assim como americanos devem rir porque têm senso de humor bizarro, mas sinceramente, não recomendo essa porcaria pra ninguém! Prefiro recomendar “Noites de Tormenta” (quem assistiu vai entender) do que esse filme.
“Inimigos públicos“: Ótimo filme. Apesar do Christian Bale ser um histérico nos bastidores, daqueles que vivem dando piti, e do Johnny Depp ter um quê de fazer sempre a mesma expressão meio perdida meio amalucada (Edward Mãos de Tesoura, Ed Wood, Jack Sparrow, Willy Wonka, etc…) os dois são muito bons como atores. E um filme que tem os dois como protagonistas (ou seriam antagonistas?) não poderia ser ruim. Me deu vontade de pesquisar sobre essa época e esses caras…
“The time that remains“: é uma crônica meio autobiográfica de Elia Suleiman um cineasta israelense. O filme é todo centrado na família dele, mas especificamente no pai dele, nele criança e nele nos dias de hoje. É um retrato muito bem feito da história do conflito Palestina/Israel desde a criação do Estado de Israel e a “rendição” de Nazaré em 1948, até os dias de hoje e a construção do muro da vergonha. Se ele passar no Brasil eu recomendo muito. No site oficial tem o trailer e dois trechos do filme. A cena do professor perguntando pro Elia criança “quem foi que te disse que a América é imperialista, hein?”, é ótima.
“Marching Band“: é um documentário francês sobre os três últimos meses de campanha eleitoral no Estados Unidos, na última eleição. O documentário foi todo feito na Vírginia (porque era um dos estados mais importantes para a vitória de Obama) e mostra duas bandas de fanfarra universitárias: uma da University of Virginia que é uma das melhores universidades dos EUA; e a outra é da Virginia State University que é uma universidade historicamente afro-americana. A opinião dos alunos, dos técnicos, as reações aos debates, tudo muito bem retratado. A festa que a galera faz quando anunciam que o Obama ganhou é sensacional, mas me lembrou muito a reação do Brasil na primeira vitória do Lula, o que me preocupa bastante, especialmente depois dos últimos acontecimentos nas bandas de lá…
“A namorada do meu melhor amigo“: médio, dá pra achar graça em alguma coisa.
“Hangover“ (ou o fantástico título em português “Se beber, não case”): é uma bobagem, de verdade, mas bobagens, às vezes, são necessárias. E esse filme me fez rir, é isso que me importa.
“Número 9“: animação com selo Tim Burton. A idéia geral do filme não importa muito, é meio que o filho do Edward Mãos de Tesoura com um boneco de pano qualquer. Não tenho muito o que falar. Mas é bacaninha.
“Inglorious Basterds“: Tarantino. Caçadores de nazistas. Mais um Hitler caricatura. Brad Pitt com seu melhor sotaque americano caipira (tambem conhecido como “o sotaque natural dele”). Mike Myers ruivo e com sardas. Bastante sangue e violência, mas violência tarantinesca. Pra mim, esse é o melhor filme do ano! Deveria ter ganhado a Palma de Ouro. Pelo menos o cara que ganhou o prêmio como melhor ator em Cannes de fato mereceu.
Pra quem se interessar, todos os títulos têm o link da páginal oficial.
Gostei. Farei isso mais vezes. E por favor, assistam Inglorious Basterds!